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Cristiano Nascimento, Santa Isabel-SP
Segunda-feira, 7 de maio de 2012.
Oi! Sou Cristiano, tenho 21 anos e minha história sempre foi meio confusa, sempre senti algo que não sabia o que era, sempre percebi que não agia como os outros garotos mas nunca entendi o porquê... Não conseguia me aproximar dos garotos, as minhas amizades eram na maioria meninas, e isso às vezes tinha um lado bom, pois conseguia fazer com que as pessoas me vissem como um conquistador, mas na realidade não era bem assim.
Aos 10 anos comecei a entender o que eu sentia, comecei a descobrir que tinha atração por meninos e aí começou minha fase de negação, com pais evangélicos e com a ideia de que estava cometendo um pecado, de que eu era odiado por Deus... Passei longos anos me negando, me reprimindo, tentando me mudar, vivendo uma mentira... Foi a fase mais sofrida que passei...
Com 17 anos cansei de viver na mentira da religião e parei de frequentar a igreja de meus pais; conheci pessoas que passaram por tudo que eu estava passando e comecei a falar sobre o que sentia. Quando comecei a me abrir com pessoas que eram iguais a mim e que viviam felizes com isso, começou minha fase de aceitação, mas ainda estava confuso com meus sentimentos... Dizia que era bi, mas era só mais uma mentira pra tentar me aceitar melhor.Nessa fase comecei a pensar em como seria se meus pais soubessem sobre mim e isso me deixava aflito, pois meus pais são conservadores; minha mãe é cristã fanática, mas eu sabia que teria que passar por isso.
Aos 19, já tinha alguns amigos gays e já tinha aceitado que na realidade eu não era bi, e sim gay. Aceitei que gostava de meninos e que não precisava esconder isso de mais ninguém, e como nesse tempo todo nunca apresentei uma namorada para os meus pais, começaram vir algumas indiretas da minha mãe, do tipo "Seus irmão namoram, só você que não...", "Com quem estava falando no telefone? Era uma menina?", e depois disso percebi que suas atitudes preconceituosas quando via algo que se referia a gays mudaram, e então decidi que minha mãe precisava saber sobre mim.
Aos 21, poucos meses atrás, resolvi ter essa conversa com minha mãe; eu achava que as atitudes dela seria as piores possíveis. Ela poderia me bater, me expulsar de casa, me lançar palavras ofensivas... mas mesmo assim decidi que deveria passar por isso. Me sentei com minha mãe e comecei a falar sobre como me sentia em todos esses anos, e lhe disse que tinha algo pra contar mas não sabia como dizer, e ela me perguntou: Você é gay? Eu só precisei confirmar. No momento ela ficou muda, mas logo veio falar comigo perguntando se tinha certeza disso, se não estava confuso... acho que ela queria achar uma forma mais confortável de aceitar, e diferente de todas as reações que eu imaginei, ela chorando me disse que me amava e que seu amor nunca iria mudarEla disse que não era isso que ela queria, mas que tudo que ela mais queria era me ver feliz, e que seu for ser feliz assim, tudo bem. Ela disse pra eu me cuidar, disse pra eu ser feliz.... Não sei se hoje, 4 meses depois ela aceitou bem, mas ela me entendeu... e hoje vivo a melhor fase disso tudo, a fase de poder ser eu mesmo, a fase em que me aceitei e fui aceito por quem mais me importa, estou vivendo a fase em que sou realmente FELIZ. |
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Caroline Alves, Recife-PE
Quinta-feira, 12 de abril de 2012.
Me chamo Carol, tenho 26 anos e nem sei por onde começar... Vim aqui com o propósito de dividir um pouco da minha história com vocês e também homenagear essa pessoa maravilhosa que hoje faz parte da minha vida!
Há quase um ano, de uma forma inesperada, olhei para um sorriso que mudou minha vida. Nós estamos juntas há 11 meses, e dia 03 de maio iremos comemorar 1 ano de namoro e de muita cumplicidade! Ao longo desse período eu errei algumas vezes com ela, mas desde então venho tentando acertar em tudo que diz respeito a nosso relacionamento. Não sou perfeita e nem quero ser, mas se ela quisesse que eu tentasse, por ela eu tentaria. Essa foto aí em cima foi do Dia dos Namorados do ano passado; ela me deu um anel de compromisso. Nesse dia tremi mais que vara verde! rsrsrs
Ela me faz querer sempre mais... Ela me deu a coragem que eu precisava pra falar com minha mãe sobre mim. Não foi fácil, mas aos poucos as coisas estão se arrumando. Nós temos muitos planos juntas e estamos correndo atrás deles. Me orgulho demais da pessoa, da amiga, da amante, do ser humano incrível que ela é!
Vida (Monnik), isso aí em cima é só um pouquinho do que você representa pra mim! Que Deus continue abençoando nossa relação e que nós possamos realizar todos os nossos sonhos juntas! Cada dia que passo ao seu lado aprendo a ser uma pessoa melhor!
Amor, sem você fico sem chão! Fica comigo por mais duzentos anos ou mais?! |
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Maialu Santiago, Goiânia-GO
28 de março de 2012.
Me chamo Maia, minha historia de amor já tem mais de três anos e vivemos em meio a tumultos, idas e vindas de Goiânia, onde moro, e São Paulo, onde minha namorada mora.
Nos conhecemos pela internet e nos encontramos pessoalmente depois de 2 anos, e muitas cartas trocadas, horas no celular, SMS. Certa vez enviei uma carta e a empregada da casa da minha namorada abriu. Aí você pode imaginar, né? A mãe dela avisou o pai, me ligou e foi aquela coisa. Achei que naquele momento ia perder a pessoa que eu amo, mas foi diferente, a gente só se uniu mais.
Meses depois eu decidi contar sobre tudo aos meus pais, que são pessoas completamente preconceituosas. Aconteceram muitas brigas, minha mãe falou em me internar e tudo o mais... Mesmo com meses e mais meses de exaustão piscológica, eu conseguir ir ate São Paulo e fui recebida com muito carinho pela mãe que ja tinha aceitado e hoje é a melhor sogra do mundo. No momento em que vi minha namorada e pude abraçá-la, senti como se não existisse mais nada em volta.
Hoje, depois que ela conheceu minha família, eu conheci a sua; depois de viagens juntas, temos uma vida relativamente tranquila. Tenho certeza de que ela é a mulher que eu quero pra minha vida toda, e ela vai ser mãe dos meus filhos. Agradeço demais por ela ter entrado na minha vida.
Isso aqui não é nem 1% do que vivemos, mas e bom poder dividir. Obrigada pelo espaço!
Ah, e ela prestou vestibular na minha cidade e passou! Agora sim, eu vou ter o meu amor por perto, poder abraçar e beijar todos os dias. *.*
Carol, minha pequena, eu te amo muito!
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Kellen Amaral, Luz-MG
Sexta-feira, 16 de março de 2012.
Olá! Sou a Kellen e quero contar um pouco da minha história pra vocês.
Tudo começou quando eu tinha 11 anos de idade. Nessa época eu não sabia o que eu realmente queria pelo fato de ser considerada uma criança. A minha primeira vez foi com uma prima, na brincadeira de verdade ou consequência. Desde esse dia me senti diferente, sentia coisas que nunca imaginaria sentir. Os anos foram se passando eu ficava com meninas, mas não levava muito à serio, levava na brincadeira.
Em 2010 comecei a ver o BBB e tive certeza que ser Lesbica não era nenhuma vergonha ou nada desse tipo. Com o tempo fui me libertando mais. Minha mãe achava estranho porque eu ficava quase a noite toda vendo o BBB, e um dia a diretora da minha escola foi à minha casa dizer que eu estava com umas atitudes meio estranhas.
Comecei a frequentar um chat na internet e passei a gostar de uma menina que era de São Paulo. E era capaz de dar minha vida por ela. A gente brigava muito porque um relacionamento por internet é muito complicado e também pelo fato dela e a família serem evangélicos. Um dia ela quis terminar e eu comecei a passar mal na escola. Depois ligaram pra minha mãe e contaram. Minha mãe ligou pra ela e mandou que ela ficasse longe de mim. Me deixou sem celular e internet, mas ainda assim nos falávamos.
Com tudo que estava acontecendo, resolvi falar pra minha mãe o que eu realmente era. Naquele momento ela ficou de boa; depois chegou a vez de falar pro meu pai. Eu fiquei com medo, mas sabia que era melhor que ele soubesse por mim do que pelas pessoas da rua.
A minha mãe dizia que não era coisa de Deus. Meu pai era mais fechado, sofria calado me tratava diferente. Mesmo assim, optei por ser feliz primeiro, não poderia deixar de ser uma coisa por causa deles.
Hoje em dia, graças a Deus, eles me aceitam do jeito que eu sou. Converso abertamente com meu pai e minha mãe e ja não me importo mais com o que as pessoas falam, porque preconceito pra mim é falta de conhecimento.
Eu so tenho a agradecer a você, Ana Angélica. Acho que você me deu incentivo pra me sentir segura do que eu realmente queria e não sabia.
Obrigada pelo espaço!
Beijos,
Kellen.
No Facebook: Kelinha Amaral.
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Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012.
Olá! Meu nome é Gabriela Caldas, tenho 16, quase 17 anos e vou contar um pouco da minha história.
Nasci em 'berço evangélico' e desde muito nova ouço as pessoas falando mal sobre os homossexuais. Ok. Nunca dei muito crédito e sempre discordava, expondo minha opinião... E as pessoas achavam estranho uma pirralha dizendo ser a favor da homossexualidade.
Bem, cresci e apareci e com 14 anos estava com a minha mãe e minha irmã na sala de estar assistindo a um debate em um programa de TV que abordava o assunto. Logo disse que era a favor e que não achava certo a igreja condenar tanto os homossexuais. Desde então as duas passaram a me olhar de outra maneira e minha mãe sempre conversava sobre isso, tentando entender o por quê de tanto alvoroço sempre que tocavam no assunto. Na verdade nem eu mesma sabia, apenas discordava. Enfim, sempre fui muito calada e tímida e gostava muito rápido das minhas amigas, sem saber que o que eu sentia mesmo era atração.
Com decorrer do tempo fui me interessando cada vez mais por elas, até que um dia uma amiga me apresentou a uma menina, dizendo que ela era lésbica e que iria passar o fim de semana na casa dela. Eu também fui e naquela noite experimentei o melhor beijo da minha vida (até aquele momento). Depois dessa noite tive certeza do que eu era...E tudo passou a fazer sentido.
Te confesso que depois da sua participação no BBB eu tive mais liberdade pra me assumir; mesmo assim não falei nada com a minha mãe, nem com a minha irmã pois sei que elas não iriam aprovar devido a religião. Meus amigos me apoiam e sou muito grata por eles não me “abominarem”. A partir daí algumas garotas já passaram por minha vida, cada uma marcando de um jeito diferente.
Há algum tempo conheci a Isabela, por quem me apaixonei perdidamente e foi recíproco. Enfim, me descubro mais feliz a cada dia, conheço cada vez mais garotas na minha situação, faço cada vez mais amigos e estou caminhando feliz, alegre e satisfeita. Respeito quem acha que não é certo, mas também exijo respeito. Sou cheia de sonhos e projetos, procuro hoje traçar um caminho sem arrependimentos, cheio de aventuras e amigos pra me acompanhar nessa loucura que se chama VIDA!
Tá aí um pedaço da minha história, fico feliz em poder dividir!
Um grande beijo,
Gabriela.
@Gaaby_Lee
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Quarta-feira, 11 de janeiro de 2012.
Essa é a história do primeiro amor da minha vida... Tudo começou na Parada Gay de 2011, aqui em Floripa. Fiquei com algumas pessoas, nada anormal, mas na semana seguinte, uma menina linda me adicionou no Facebook dizendo que tinha me visto na Parada (o que eu descobri que era mentira, ela só queria um pretexto pra me adicionar, mas, mesmo assim, acabamos nos conhecendo).
O nome dela é Steffany e nosso namoro é complicado porque ela tem 17 anos e, logo no começo, os pais descobriram que ela gostava de meninas (o que foi um grande choque, porque ela aparenta ser super hetero). Eles descobriram porque alguém ligou para a casa dela (anonimamente) e contou que estávamos juntas. Na época o pai dela até ameaçou sair de casa, mas acabou voltando, pois ela disse que “viraria” hetero novamente.
Continuamos nosso namoro (agora mais escondidas do que nunca), até que, em dezembro de 2011, formatura do ensino médio dela, uma menina tentou ficar com ela, o pai dela viu e achou que elas realmente haviam ficado, e aí aconteceu tudo de novo: ele tirou internet e celular dela e ficamos sem nos falar. Para piorar a situação, ela mora em outra cidade.
Agora o pai dela acabou aceitando, disse que vai tentar se acostumar com o fato dela gostar de meninas; mas ela continua sem internet, continuamos não nos falando muito e já faz um mês que não nos vemos. O que me faz persistir no nosso relacionamento é o fato de eu a amar mais que tudo... e tenho esperança de que as coisas melhorem depois do verão. Até lá... vou tentando conviver com a falta que ela me faz.
Bom, tentei fazer um enorme resumo, porque aconteceram muitas outras coisas, mas que agora me parecem irrelevantes. Essa história ainda não tem um final... então, espero poder contá-la novamente daqui a algum tempo, mas com um final de preferência, feliz. |
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Terça-feira, 6 de dezembro de 2011.
Há uns dois anos me veio uma dúvida, mas levei aquilo na brincadeira. Eu deixei esse assunto de lado e vivi minha vida normalmente até o finalzinho do ano passado, quando a bendita pulguinha da dúvida voltou.
Eu jogo futebol e isso foi em um dos meus melhores momentos, mas em uma partida acabei me machucando e descobri que eu tinha um tumor benigno. Tá, e agora? Eu, numa crise existencial, casamento dos meus pais indo por água abaixo e agora um tumor! Fui empurrando tudo isso com a barriga, como dizem. Na virada do ano eu conheci um menino perfeito, o Rafael. Ficamos ali e nada mais, nenhum contato. Eis que o menino surge em fevereiro e me pede em namoro. Com uma pressão dos meus primos, eu aceitei: pior besteira que fiz, terminei com ele em menos de 20 dias!
Com meus pais separados foi meio tenso chegar em casa do colégio e não ver a minha família normal de todo dia, mas tive que me acostumar. Nesse tempo acabei tendo uma briga séria com meu pai e não converso com ele até hoje. Fiz a cirurgia no dia 21/03, três dias depois do meu aniversario de 15 anos que nem festa teve, e desde então não posso jogar meu futebol por um longo tempo; não fico com ninguém, tenho um certo receio comigo mesma; e eu e minha mãe nos mudamos pra uma outra cidade.
Bom, eu não sei muito o que eu faço, eu não consigo viver tranquila mais, vivo grilada com isso, não dá pra acreditar que isso está acontecendo comigo. Bom, quem quiser me ajudar eu aceito, acho que agora eu só preciso de alguém pra me ouvir, uma amizade que me entenda.
Facebook : http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100000202081439 |
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Sexta-feira, 18 de novembro de 2011.
Tenho 20 anos namoro há 1 ano e meio com a Kessia. Nossa história é complicada, mas legal.
Nos conhecemos em uma festa na cidade dela por intermédio de um amigo em comum. Ficamos um mês todinho e começamos a namorar. Detalhe: minha mãe é super homofóbica e eu nunca tinha dito a ela com todas as palavras que era lésbica; até o dia em que ela começou a desconfiar dos meus telefonemas de madrugada.
Como estudo na cidade em que minha namorada mora, ficou fácil nos vermos, pois todas as noites estou lá. Só que quando aconteceu o réveillon deste ano, ela veio comemorar comigo. A minha mãe falou um monte de coisas quando a festa terminou. Por fim, eu estava indo deixar a minha namorada na casa da amiga em que ela estava hospedada, quando minha mãe, na porta da minha casa, me atacou com um pedaço de madeira na mão me espancou o quanto pode. Foi muito constrangedor.
Esse fato não abalou o nosso namoro, ainda estamos juntas e mesmo com as crises de loucura de minha mãe, ainda moro com minha mãe e namoro. Às vezes rolam umas caras feias, mas a minha mãe agora impede que eu vá pra casa da minha namorada, desde que eu não toque no assunto dentro de casa.
Obrigada por deixar compartilhar um pouco de minha vida!
Beijos na testa de todos! |
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Segunda-feira, 7 de outubro de 2011.
Oi, gente! Quero compartilhar com vocês minha história que vai completar 4 anos dia 16/01/2012... Bem, me chamo Vanessa e tenho 32 anos. Ela, que aqui vou chamar de Su, tem 35. Nos conhecemos de uma forma inesperada pela internet, é uma longa história... Detalhe: eu moro em Pelotas, Rio Grande do Sul, e ela em Teresina, Piauí.
Aproveitei um momento de folga no trabalho e fui até um telefone público, liguei e ela no primeiro momento não atendeu. Tentei novamente e quando ela atendeu, senti um frio na barriga! Aquela voz doce, um sotaque que nossa! Ali senti algo diferente, mas me contive porque na época ela estava saindo de uma relação meio conturbada e eu também.
Um dia ela me perguntou se eu teria coragem de ir até Teresina para nos conhecermos; ali na hora eu disse que sim, mas depois, pensando melhor... Poxa! A conheço há menos de um ano, como vou sozinha ao outro lado do país para conhecer uma pessoa com quem até então só tinha contato virtual?
Tive medo, muito medo, mas ao mesmo tampo, sentia uma vontade imensa de estar com ela e conhece-la pessoalmente. Chegado o dia da viagem, era 22/08/2008, muito frio aqui no sul essa época e o aeroporto de Pelotas estava desativado. Tive que viajar até Porto Alegre para pegar um voo para Brasília... Outro detalhe, e que considero o mais importante de todos: nunca imaginei na minha vida andar de avião, morria de medo. No dia fazia um frio de mais ou menos 4 graus e eu suava frio de tanto medo. Faltando menos de meia hora para meu embarque, liguei pra ela desistindo de viagem e ela me disse: - Amor, vai dar tudo certo, eu te amo e estou te esperando. Durante o voo, fecha os olhos e pensa em nós...
No desembarque, comecei a olhar em volta. Ali aconteceu o melhor abraço de toda a minha vida! Pegamos um táxi e fomos direto para o hotel. Durante o percurso quase não falávamos, só nos olhávamos, segurando forte na mão uma da outra. Todo o medo havia desaparecido e eu estava tomada de paixão. Depois desse encontro que foi perfeito, nos vimos duas outras vezes. Este ano estou indo pra lá, dia 28/12. Vou pra Teresina e de lá viajamos juntas pra Natal-RN, pra passarmos juntas o Réveillon.
Foi bom ter contado essa história; dividir com vocês me fez reviver meu primeiro encontro com ela. Espero q tenham gostado e quando o coração mandar, obedeçam que sempre vai valer a pena... e não importa a distância!
Te amo, meu Môô! Saudade demais!
Angélica, linda, obrigada pelo espaço!
@schamanika |
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Terça-feira, 25 de outubro de 2011.
Tenho 22 anos e estou aqui pra contar minha história com a Jéssica. Tinha 17 anos e ela 15 quando tudo aconteceu; nos conhecemos há 7 anos, mas foi em novembro do ano de 2007 que tivemos um envolvimento. De tanto frequentar a casa dela já, tinha espaço em seu guarda-roupa. Dormia na casa dela pelo menos duas vezes por semana e fazíamos quase tudo juntas. Em uma dessas noites fomos além da conta e foi tão maravilhoso e mágico pois era a primeira vez de ambas!
Por conhecer muito bem nós duas, a mãe da Jéssica percebeu toda aquela situação proibindo-a de voltar a me ver novamente ou ter algum tipo de contato. Mesmo com todas as barreiras, resolvemos enfrentar toda e qualquer batalha que estava por vir. Ficamos pouco tempo juntas, aconteceu tudo muito rápido e nossas famílias começaram a receber ligações de ameaças. Abri o jogo e contei tudo que estava acontecendo para minha mãe e ela teve uma reação mais radical, mudando de bairro e me mudando de escola. Ficamos tristes pela separação drástica e combinamos que nada iria abalar nossa amizade. Hoje somos só amigas e no próximo ano, 2012, vamos morar juntas, que ironia!
Não gosto de me rotular como lésbica ou bissexual, sou apenas uma mulher que gosta das pessoas, e se apaixona por elas é consequência de todo carinho e amor que recebo. Sou bem resolvida nas escolhas que faço, porém exijo respeito das pessoas e que não procurem me entender, apenas me aceitem do jeitinho que sou. |
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011.
Estou aqui para contar parte da minha história. Minha e da Carol.
Eu comecei a perceber que era lésbica em torno de 14 anos, hoje tenho 16. De lá pra cá eu fui amadurecendo a ideia e me aceitando, até porque eu tinha que ter certeza do que queria. Minhas amigas ficavam e namoravam com garotos o tempo todo, mas eu não tinha nenhum interesse, sempre tive mais amigas mulheres e nunca fui muito feminina.
Com a internet eu pude ver que não era a única lésbica do mundo e comecei a falar com outras meninas. Me apaixonei justamente por uma que é hétero. Pois é... Depois consegui esquecê-la. Conheci outra pessoa e comecei a namorar com ela, mas nem gostava tanto assim. Até que um dia vi uma garota e me encantei por ela; tinha email de contato então eu a adicionei e conversamos. Ela tinha namorada quando a conheci, por isso já me desanimei um pouco, porque não sou do tipo que se engraça com garotas comprometidas. Os dias foram se passando, as conversas acontecendo e eu me apaixonando cada vez mais.
Um dia ela me disse que terminaria com a namorada pra ficar comigo se eu fizesse o mesmo com a minha. Eu fiz e ela também. Esta garota se chama Ana Carolina e hoje tem 15 anos e mora em Guarulhos. Mesmo antes de nos conhecermos pessoalmente, a pedi em namoro pela internet mesmo, ela aceitou e começamos a namorar no dia 11 de maio deste ano.
Diante disso, eu resolvi me assumir para a minha mãe. Ela ficou muda quando contei, depois voltou a falar normalmente comigo, depois foi parando aos poucos e contou para o meu pai. Eu cortei o cabelo, ela e meu pai se envergonharam porque os vizinhos iriam reparar, e depois alguns dias com a pressão sobre mim só aumentando, fui para a casa da minha tia. Neste momento grande parte da minha família já sabia sobre a minha sexualidade e aceitava, fato que envergonhou mais ainda meu pai, a família saber... Fiquei lá por uma semana, perdi aulas, falei menos com a Carol, já que só tínhamos contato via internet e telefone, mas conversei muito com a minha tia. Minha mãe disse que se esforçaria pra me aceitar, mas me pediu para que eu não cortasse o cabelo novamente. Eu concordei, afinal, não custa nada. Meu pai ficou um tempo sem falar comigo. Hoje nos falamos normalmente, ele não expressa rancor ou raiva de mim, se tem rancor ou raiva eu não sei.
Quanto a mim e a Carol, bom, marcamos de nos ver em muitas datas, mas infelizmente não deram certo; muitas vezes por imprevistos e uma dessas vezes, porque meu pai não me deixou ir vê-la. Um tempo depois, no dia do meu aniversário e dia em que completamos 4 meses de namoro, dia 11 de setembro, fomos nos ver. Nos vimos em um shopping, foi o dia mais feliz da minha vida! Mesmo que eu levasse bronca ou ficasse de castigo quando voltasse para casa, não estava nem ligando. Finalmente pude olhar para ela, beijá-la, segurar suas mãos... esperei por isso durante 4 meses.
Hoje a relação com meus pais está mais tranquila, eles me deixam vê-la e ligar para ela além de conversarmos pela internet, mas não querem que eu a traga aqui, nem querem conhecê-la. Não falamos sobre ela, mas pelo menos posso vê-la. Eu fico feliz e não perturbo ninguém.
Depois deste encontro nos vimos outra vez no dia 2 de outubro num parque, estamos bem e pretendemos viver juntas, não importa o que aconteça ou o que teremos que tenhamos que enfrentar.
Hoje eu só tenho a agradecer à Ana Carolina, que tem 15 anos, mora em Guarulhos e fez com que eu me assumisse; me fez aprender a ir para lugares onde eu não sabia ir para encontrá-la e, por fim, me ensinou a amar e poder dizer sinceramente que eu a amo. |
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Terça-feira, 27 de setembro de 2011.
Oi, meu nome é Maysa, tenho 17 anos e minha história começa quando eu era bem nova e fui criada distante do meu pai. Aos 12 anos tentamos nos aproximar numa tentativa frustrada, por termos personalidade forte e bater de frente.
Há dois, três anos atrás ele, após uma cirurgia de redução de estômago, entrou em coma, ficando entrevado em uma cama. Nesse período, em uma tarde que passei com ele no hospital, me pediu desculpa. Voltei pra casa e continuei a minha vida que não o incluía nela.
Na véspera do natal do ano passado, eu acordei revoltada querendo dizer pra ele todas as mágoas que sentia. Como ele morava na cidade vizinha, peguei o primeiro ônibus que tinha e fui pra lá. Quando cheguei, me deparei com ele ainda entrevado na cama e chorando de dor. Tive uma conversa com a minha madrasta que temia que ele não vivesse muito tempo. No fim da tarde voltei pra Uberaba com o convite para voltar. Voltei uma vez, duas, já na terceira eu não passei um dia só e sim o fim de semana inteiro. Meu pai começou a melhorar depois de muitas tentativas frustradas com um novo tratamento e outros remédios.
Ao mesmo tempo, em Uberaba, depois de várias brigas com a pessoa que eu gostava, por ela insistir que eu a assumisse pra minha família, cada uma foi pro seu lado. Ainda gostava dela, tava arrependida de não ter feito nada quando podia, mas ao mesmo tempo tinha medo da reação da minha família se soubesse de tudo.
No sábado, fui com um grupo de amigos numa feira de profissões na faculdade e começamos a beber vodka, eram 3 da tarde. Às 9 da noite, eu desci o morro da praça correndo e caí de boca no chão. Tentei levantar, mas caí de novo. Chamaram o resgate e ligaram pra minha mãe.
Dei entrada no hospital com a boca arrebentada, em coma alcoólico e delirando. Junto comigo também foi meu melhor amigo que nem tava no meio da bagunça, mas passou a noite ao meu lado e foi ele quem me contou que delirando, eu tinha falado tudo pra minha mãe sobre minha condição sexual e mostrado a primeira letra do nome da menina que eu tinha feito no pulso e escondia com uma pulseira.
Recebi alta e fui para casa. O clima ficou tenso, minha mãe mal falava comigo e tinha me colocado de castigo. Depois de um mês casa-escola e escola-casa eu fui pra casa do meu pai. Me lembro como se fosse hoje, ele pensou um pouco e me disse: "Você é minha filha e eu te amo de qualquer jeito". Naquela hora mudei toda aquela imagem que tinha construído dele. Eu estava mais ligada a ele do que a minha mãe, agora eu tinha liberdade pra conversar com alguém além de amigos.
Nos quatros fins de semanas seguidos não deu pra eu ir vê-lo. Na semana retrasada, ele me ligou falando que ia me buscar na sexta-feira. Na sexta-feira fiz minha mala e fui pra escola fazer a prova de matemática. Quando eram 4 da tarde, recebi a notícia que meu pai, indo me buscar na rodovia MG-427, morreu ao bater de frente com um ônibus que vinha em direção contrária; um acidente sem explicação. Só haviam os dois veículos na pista, não tinham bebido e meu pai era a pessoa mais prudente que eu conhecia, além de tudo, dono de auto escola.
Hoje faz 12 dias da sua morte e com ela eu não tenho sono, não tenho fome e muito menos vontade de fazer algo!
@MaysaFreitasS |
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Quinta-feira, 8 de setembro de 2011.
Olá gente, tudo bem com vocês? Meu nome é Patrícia, tenho 23 anos, sou capixaba, estudante de Direito (quase bacharel, falta 1 ano e meio para me formar), trabalho como estagiária de Direito na empresa do meu pai (de engenharia naval, a Douglas Marine Surveyours LTDA), e possuo dois hobbies: um é o Hipismo Rural, o outro, a academia, amo estar bem com o meu corpo, sempre treino quando posso. Uma paixão é o futebol, meu time é o Cruzeiro-MG.
Faço o perfil de lésbica feminina, sou bem vaidosa e etc. Meu estilo musical preferido é o metal e derivados (sou eclética, mas essa é a preferência), sou meio headbanger e meio cowgirl (bem diferente rsrs).
Amo estar com os meus amigos, me divertir, baladas e tomar bons drinks em boas companhias e coisas do gênero, mas há uma coisa que oculto de meus amigos e que não pretendo assumir tão cedo, a homossexualidade. A minha família já sabe e me trata super bem, tenho apoio integral dos meus pais, porém não tenho coragem de assumir abertamente para o meu vasto ciclo de amigos; alguns já sabem, mas são os da ''turma do arco-íris'', então sem problemas, mas os heterossexuais, da faculdade e principalmente os do hipismo, que são formadas principalmente por famílias religiosas e conservadoras ainda não sabem. Já sofri muito preconceito por parte dos colegas da escola quando era mais nova, então fica o receio.
Atualmente estou solteira e com o coração aberto, espero encontrar alguém para amar e ser amada.
@pattycoloma |
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Segunda-feira, 15 de agosto de 2011.
Conheci a Déh, minha namorada, através de algumas amigas. Fiquei interessada por ela e consegui seu telefone; sem demorar muito, liguei, conversamos e eu disse que queria conhecê-la pessoalmente. SIMMM!
Foi numa tarde quente no fim de janeiro que a vi pela primeira vez; posso lembrar como se fosse hoje, ela estava linda e cheirosa, o que me atraiu logo de cara.
Conversamos muito naquela tarde – na verdade ela conversou muito, eu só ficava olhando e admirando seus olhos verdes e aquela boca que eu tanto queria beijar.
Por dois dias nós ficamos, nos curtimos e começamos a namorar. Em um mês fomos morar juntas. Hoje faz um ano e meio que estamos juntas, e no dia 14 de julho de 2011 fizemos nossa união homoafetiva e agora lutamos para conseguir "casar de verdade".
Só posso dizer que ela me completa e é tuuudooo pra mim!
DÉBORA, EU TE AMO!!! |
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Quinta-feira, 28 de julho de 2011.
Olá! Me chamo Pâmela e tenho 20 anos. Bem, essa não é uma história triste, graças a Deus. Não briguei com meus pais, não fui jogada pra fora de casa, mas sim, houve lágrimas, como em todas as histórias.
Beijei uma garota pela primeira vez aos 11 anos de idade e desde então, mulheres são exatamente o que eu quis pra mim, mas meus pais e a sociedade não entendem.
Quando eu estava no terceiro namoro com um cara, mais um que desastrosamente não estava dando certo, por estar entediada, conheci essa garota aí da foto, a luz dos meus dias. Tive a certeza desde a primeira vez que a vi, que ela era minha, não uma namorada, não um paixão, não uma simples transa; ela era a mulher que eu escolhi pra mim. Eu era recepcionista de um jornal daqui da cidade na época e ela fez a entrevista para uma vaga no escritório. Eu rezei para que ela entrasse.
Quando ela entrou, meu namoro sobreviveu um mês. Eu desisti aos gritos, implorando para o coitado sair da minha vida e então fui atrás dela, uma garota hétero, quase preconceituosa. De tanto insistir em cantadas brincalhonas, ela me mandou uma mensagem brincalhona também, mas que pra mim foi uma oportunidade, e ela finalmente entendeu que eu a queria.
Logo após sairmos juntas, e dormirmos juntas, eu já dizia para todos que ela era minha namorada: e eu nem a tinha beijado. Após umas semanas, fomos a uma festa da empresa, e ela entrou no banheiro comigo; quando ela saiu, eu pedi um beijo e ela deu. Foi um beijo mágico, calmo e romântico. Não era isso que ela queria, e eu entendi isso mais tarde em uma boate. Ela estava desanimada e anestesiada, eu estava inebriada pelo azul líquido dos olhos dela. No banheiro novamente, ela entrou comigo e então eu entendi o que ela queria, foi um beijo com paixão desejo e toda a minha vontade estava lá.
Assim, começou a nossa história, trabalhávamos juntas, fingindo ser amigas para todos, ela dormia na minha casa, na minha cama, e depois um tempo foi simplesmente insustentável não assumir o meu namoro. E então quando perguntei para o meu pai: “Você aceita essa filha lésbica que tú tens?”. E ele respondeu: “Te aceitei quando sai do hospital contigo nos braços, o que vier a partir de agora é lucro.” Minha mãe chorou na hora e perguntou onde tinha errado, duas horas depois ela estava me abraçando.
Com a mãe dela foi mais difícil, levou meses para voltar a frequentar a casa dela, mas hoje os irmãos e a mãe dela também me adoram. Minha família, a trata como família e apresentam-na a todos como "minha genra". Vamos completar um ano de namoro, e ela é a pessoa mais perfeita, justa e corajosa que eu já conheci. Estou me formando em Direito e o meu objetivo é ser uma promotora; ela, policial.
Escrevo um livro onde conto a história de uma garota lésbica, sobre tudo que só uma garota lésbica passa. Procuro conhecer pessoas, ler histórias, tenho varias amigas lésbicas, e são os depoimentos delas que me ajudam a escrever. Espero um dia ter o meu livro publicado e lido por todos que queiram entender o quanto é difícil sobreviver sendo diferente, sobreviver tendo que pedir permissão para amar.
Um beijo, Angie! E um beijo à minha atual namorada, iminente noiva e eterna esposa, Graciela Wolf! Eu te amo mais que tudo! |
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Quarta-feira, 6 de julho de 2011.
Então... Meu nome é Angélica, tenho 14 anos e tô aqui pra contar minha bela/difícil vida.
Vocês podem pensar que sou nova e que não sei o que quero pra mim, mas eu sei. Sempre fiquei com meninos, mas sempre senti atração por mulheres. A primeira vez que fiquei com meninas foi aos oito anos, só que por medo da reação dos meus pais escondi até esse ano e acabei me assumindo. Minha mãe aceitou, mas pelo meu pai ela muda a opinião, ele disse que eu ia sofrer muito com preconceito e que já ia começar dentro de casa.
Ele não quer pessoas comentando sobre mim, falou que quando realmente eu descobrir o que curto, eu ia saber quem tava certo naquele dia; chegou a jogar indiretas pra eu sair de casa. Eu entendi e fiquei muito triste, com vontade de me matar, enfim, mas ali pra mim a vida tava só começando. Arrumei minhas coisas, apenas uma bolsa com roupas, e tava pronta pra sair, mas minha mãe insistiu pra eu ficar, e fiquei por ela. Tô levando numa boa aqui em casa, acho que eles estão se acostumando, mas não fica assim por muito tempo. Daqui uns dias vão me cobrar dessa história, mas assim que completar 18 anos não precisarei mais do meu pai, mas da minha mãe sempre vou.
Um dia, num sábado, conheci uma menina chamada Brenda, e meus pais sabem sobre ela. Penso muito nela, a gente se fala, e depois que ficamos, me senti mais forte, mais viva, com mais vontade de encarar o mundo e o preconceito. Gosto dela e ela diz que gosta de mim também, que quer me ver... Fico feliz em ouvir isso dela.
Brenda Divino, eu amo você! Vamos enfrentar qualquer obstáculo, barreiras, o que for e vamos ficar juntas, eu tenho certeza, porque não existe nada mais forte que a força do amor. |
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Quinta-feira, 30 de junho de 2011.
Olá, gente! Meu nome é Dayane e tenho 17 anos. Namoro com uma menina há 3 anos e moramos juntas há 1 ano e meio. É uma história engraçada e complicada. Bom, lá vai.
Meu primeiro beijo em uma menina foi aos 14 anos, eu e mais um amigo perdemos uma aposta e foi aí que descobrimos nosso gosto pelo mesmo sexo. Logo em seguida ele começou a namorar com um menino, que me apresentou uma amiga. Iria ser meu segundo beijo com uma menina, mas quando nos nos vimos, ambas ficamos sem graça pois fomos vizinhas durante 11 anos. Desde quando nossas mães estavam grávidas da gente. Depois eu e meus pais nos mudamos de casa, mas no mesmo bairro, mas perdemos contatos depois disso.
Meu pai faleceu, eu e minha mãe fomos para outro lugar, foi quando conheci um pessoal novo, e aí começou toda a história da minha vida. Fiz novos amigos, e nos reencontramos, o nome dela é Caroline. Mesmo super sem graça uma com a outra, acabamos ficando. Depois de um tempo, começamos namorar. Os pais dela, que eram separados, descobriram e mandaram ela morar bem longe de mim, mesmo assim não nos separamos.
Aí a mãe dela se casou de novo e abandonou os três filhos: minha namorada Caroline, de 18 anos, na época com 17, e os irmãos mais novos de 14 e 7 anos. As crianças ficaram com o pai, que impôs à Caroline morar com ele e se separar de mim, ou esquecer a ''família''. Foi difícil, mas ela escolheu viver a vida dela; hoje ela já superou a perda da família e formamos uma nova. Pulamos várias barreiras e conseguimos ser fortes para superar o preconceito. Agora só falta eu fazer 18 anos para podermos nos casar no civil.
Meu aniversário é mês que vem, dia 27, e o dela, 29 de julho. Como presente, gostaria de fazer novos amigos, já que quando resolvemos ficar juntas perdemos todos.
Obrigada e beijos!
Nosso Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1207693805
Nossos Orkut's: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16536801660758869160 ou
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3688942455189534422 |
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Quinta-feira 16 de junho de 2011.
Olá! Meu nome é Priscilla Barreto Campos, tenho 18 anos e vou contar um pouquinho da minha história...
Descobri-me lésbica aos 14 anos, quando uma colega do colégio me beijou... Fiquei com medo de assumir no começo, porém tanta coisa mudou minha visão depois desse beijo... E não só a minha visão, mas minha vida. Depois disso passei a ficar apenas com meninas, e sempre que a gente ficava, a coisa acabava ficando mais séria e começávamos a namorar.
Nunca procurei por ninguém, elas simplesmente apareciam na minha vida e algumas ficavam, outras não. Chorei muitas vezes, vivi bons momentos; aprendi e amadureci bastante.
E tudo começou a realmente ter sentido pouco tempo depois que eu tinha completado 18 anos. Estava na praia com uma amiga e outras colegas bebendo vinho e eu já estava mais do que alegre. Até que de repente surgiu do nada uma menina LINDA, segurando um copo na mão, ela passou entre mim e uma amiga e disse: “Nossa, que pernas lindas” (isso foi comigo). “Nossa, que trança linda!” (isso com minha amiga). Pensei: Nossa, que garota linda e que menina atrevida! Isso foi o que me tentou. Aquela desconhecida me despertava muito interesse, mas por quê?
Por fim, peguei o numero dela e disse que ligaria. Não liguei. A única coisa que eu não esqueci foi seu nome: Grace Cunha. Lembrava também que ela tinha dito algo sobro o Facebook, então fui procurar e a encontrei. Mandei meu MSN e começamos a conversar. Marcamos de nos encontrar, saímos, lanchamos juntas, fui conhecendo em tão pouco tempo tanto da vida dela e ela da minha, que em praticamente em três horas ou menos que isso eu já sabia metade de sua vida. Ela me beijou, foi linda e delicada a forma com que sua mão veio parar em meu rosto e como nossos lábios foram se encaixando perfeitamente.
Dormimos juntas e cheguei em casa no outro dia às 6:45 da manhã. Minha mãe estava completamente louca - eu nunca fui de fazer isso, desligar o celular, não avisar onde estou... Não me perguntem porque fiz, só sei que eu fiz. Acredito que tudo na vida tem sua primeira vez.
E ela me ligou no mesmo dia, queria saber se estava tudo bem, enfim... Eu pude conhecer o caráter dela e ela pode perceber que eu não era uma qualquer, da mesma forma que eu percebi. Aconteceram mais encontros, mais sorrisos, mais conversas, mais amor. E a coisa foi ficando mais séria. Então ela me pediu em namoro no dia 26 de abril de 2011 e eu disse sim.
Sinto que nosso amor é forte, vamos casar e ter quatro filhos com nomes diferentes. É cada nome que ela quer, que eu nem lembro!:X Só um que eu e ela gostamos muito: Luna. Teremos duas meninas e dois meninos.
Então quero deixar pra todos uma mensagem: é que a vida sempre te dá oportunidades únicas e às vezes o medo de impede de acertar em cheio. Por eu não ter pensando em medo e me entregado totalmente estou aqui HOJE muito feliz por estar ao lado dela, e ter ao meu lado a mulher mais perfeita do mundo
Te amo muito, meu amor. "O meu amor não vai ser passageiro te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar."
Na foto, minha namorada, meu amor lindo. Agora eu tenho certeza, encontrei a mulher da minha vida. |
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Terça-feira, 7 de junho de 2011.
Olá! Meu nome é Maiara Niero, tenho 20 anos,vou contar um pouquinho da minha história e quem sabe dar esperança para meninas e meninos que têm medo de se assumir.
Aos 14 anos comecei a perceber que o que eu sentia por algumas meninas não era carinho de amizade, e sim atração. Comecei a ficar com algumas meninas e me apaixonei por uma. Com 15 anos, minha mãe começou a desconfiar que eu era lésbica, e eu tinha que fazer algo, então conheci um menino e comecei a ficar com ele. Namoramos durante um ano e meio; eu gostava dele, e ainda gosto, mas não passa de amizade porque né...
Aos 17 anos, quando ainda namorava esse menino, me apaixonei à primeira vista por uma menina. Foi tão forte que eu terminei o meu namoro e resolvi enfrentar qualquer coisa. Depois de alguns meses de namoro com essa menina, meus pais descobriram e foi terrível; fui mandada pra psicólogos, meu pai ameaçou de me mandar embora de casa e eu até fugi de casa, mas acabei voltando.Depois de muitas conversas, brigas e lágrimas, meus pais começaram a se acostumar com a ideia de uma filha lésbica.
Hoje eu estou namorando há três meses com uma menina e pedi pra minha mãe me deixar levá-la pra casa pra apresentar à toda família como minha namorada; minha mãe disse que ainda é cedo, e que o resto da família ainda tem que se acostumar, mas o importante é que minha mãe já aceitou.
Por isso eu falo pra que não desista daquilo que te fará feliz, mesmo que hoje te faça sofrer!
Beijos! |
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Segunda-feira, 30 de maio de 2011.
Oi, Angélica! Tudo bem?
Meu nome é Leiliana, tenho 25 anos e gostaria de dizer que te admiro muito pela sua postura como pessoa e profissional. Você é muito simpática, adorei seu jeito no dia em que peguei um autógrafo no seu livro em Belo Horizonte, no Shopping Diamond. Você é gay, mas nem por isso fica levantando bandeira que todo mundo tem que aceitar. Vive sua vida fazendo o que pode pra ser feliz e acho isso ótimo.
Minha história é a seguinte: nasci com paralisia cerebral e sofri muito preconceito na infância e adolescência, mas nem por isso desisti. Hoje sou formada em administração e trabalho como compradora.
Acredito que somos frutos de nossas ideias e pensamentos, nem sempre do meio em que vivemos, porque se dependesse disso, era pra eu estar aposentada por invalidez e viveria deprimida. Acho a sociedade muito hipócrita, pois na maioria das vezes descarta o que é diferente e ainda tenta esconder.
As pessoas com necessidades especiais deveriam ser tratadas com um pouco mais de respeito pela sociedade; tudo é bem mais complicado: ter carteira de habilitação, se divertir, ter uma vida saudável.
Foi preciso uma lei obrigando as empresas a aceitarem as pessoas portadoras de necessidades especiais no trabalho para que enxergassem o potencial de muitos. Tive uma chance e agarrei com unhas e dentes. Penso em fazer algo para melhorar a condição de outras pessoas como eu.
Angélica, quando vejo pessoas como você, adoooro!!! Super feliz, trabalha naquilo que te faz bem e de quebra ainda traz energia boa pra gente. Te acho incrível! Amo música e você me inspirou, quero ser DJ também, adoro balada.
Você com seu "jeitim" mineiro de ser me fez ver que o que importa na verdade é se sentir bem. Hoje me cuido mais e gosto muuuito mais de mim simplesmente porque te acho uma mulher delicada e feminina, porém decidida e com pulso firme, que luta por aquilo que acredita. Necessitamos de pessoas assim para melhorar as coisas pelo Brasil e toda caminhada começa com o primeiro passo.
Um beijo grande! Te adooro!
Vem tocar logo em BH, TREMMMM!!! |
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Quarta-feira, 25 de maio de 2011.
Meu nome é Thais, tenho 20 anos e vou contar um pouco da minha história.
Sou a mais nova de cinco irmãos; meu irmão mais velho é gay e pensando pelo óbvio, seria mais fácil pra mim me assumir para minha família... Mas a verdade é que isso se torna mais complicado ainda!
Desde de muito pequena, cresci no do mundo gay. Minha casa era sempre lotada por amigos do meu irmão, e sempre percebi que havia algo diferente comigo enquanto minhas amigas ficavam com meninos: eu sempre olhava as garotas, sempre inventava um pretexto pra não ficar com os garotos que elas me apresentavam e assim fui levando... As pessoas falavam de mim, que eu era "sapatão" porque não arrumava namorado, isso incomodava meu irmão e também me incomodava porque ele sempre dizia que se fosse pra escolher, não seria gay, que é uma vida difícil, cheia de preconceitos. Ele sempre diz: “Meu Deus, como quero que ela não seja como eu!”. E isso só me torna mais covarde ainda, também penso nos meus pais, não bastasse um filho gay, dois então!..
Minha mãe sempre pergunta: “Por que você não namora? O povo tá falando...”. Quantas vezes eu já chorei dentro do banheiro querendo morrer, querendo gritar pra todo mundo o que eu realmente sou e poder dizer sem medo: “Sim, eu sou lésbica!”
O melhor de tudo, ou pior, (risos) é que estou completamente apaixonada por uma garota que mora longe de mim, em outro estado. Nos conhecemos por um chat, foi amor. Eu penso nela cada segundo do meu dia. Mas comecei tudo errado, menti pra ela e não sei como desfazer isso. Ela pensa que minha família sabe sobre mim, ela não sabe que vai ser a primeira na minha vida, e espero que única!
Dizem que mentira é como uma bola de neve, e é verdade. Se eu contar a ela, sei que vou perdê-la e não quero isso. Eu amo de verdade, mas acho que não a mereço pois sou uma covarde. Já não sei o que faço com minha vida, já pensei até em acabar com minha própria vida... Mas aí o rosto dela me vem em pensamentos e percebo que mereço sim ser feliz ao lado dela, mereço ser feliz do jeito que eu sou, sem medos, sem preconceito, apenas ser feliz.
Como é bom dividir isso com alguém... Beijo a todos!
@tais_nagilla |
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Segunda-feira, 16 de maio de 2011.
Meu nome é Sabrinna, tenho 17 anos, e quando tinha 16 conheci uma menina que tinha 14, a Thayná. Ela era namorada da menina que eu gostava. Na verdade a gente se odiava, porém o tempo foi passando, as coisas acontecendo e quando percebi já estava apaixonada por ela!
O problema é que ela mora em Araguari, Minas Gerais, e eu em Mauá, São Paulo; são nove horas de viagem. Passamos o dia inteiro no celular.
Em março viajei pra lá, foi tudo muito bom. Quando voltei, decidi assumir para minha mãe; fiz isso por ela, não adiantava esconder, todos veem isso no meu olhar. Vivo na esperança de um dia essa distância não ser mais um obstáculo e sinônimo de tanto sofrimento... Sei que juntas venceremos.
Amor, te amo demais.
Morango, agora com essa lei aprovada, você vai no nosso casamento!!! |
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Segunda-feira, 9 de maio de 2011.
Meu nome é Felipe e vim aqui contar minha história de vida e superação!
Nasci às 14:30h do dia 29 de fevereiro de 1988, de parto normal. Fui registrado no dia 1º de março de 1988, minha data de nascimento na certidão. Até os 6 meses tudo era alegria, mas aos 7 meses uma doença rara e incurável me acompanharia até o último de meus dias, a epilepsia, cientificamente conhecida como Síndrome de West.
Os médicos não deram muitas chances de sobrevivência para mim e chegaram a dizer para minha mãe que de uma forma ou de outra eu morreria. Essa história é verídica e minha mãe pode confirmar o que digo, pois esteve comigo durante todo o tratamento, que realizo até hoje.
Uma médica me explicou de maneira simples o que acontece dentro da cabeça enquanto acontece a convulsão: os neurônios são como fios elétricos desencapados, e ao entrarem em contato uns com os outros, acabam ocasionando o que ela caracterizou como "curto-circuito", e no exato momento do “curto”, a pessoa sai completamente "do ar", voltando após se debater, babar...
Quem olha para mim nunca diz que tenho epilepsia. Quando contei na faculdade, meus colegas ficaram surpresos. Foi durante um trabalho em que falamos da doença do ator Paulo José e como ele lidava com ela para realizar seu trabalho; aí resolvi abrir o jogo e colocar as cartas na mesa, contando sobre a doença para eles que, graças a Deus, me apoiaram dizendo palavras de carinho e conforto.
Hoje tenho 23 anos, sou uma pessoa normal, como qualquer outra, ao contrário do que os médicos disseram à minha mãe quando eu tinha 6 meses de vida. Faço curso de Artes Cênicas, amo meu curso, já me apresentei no palco de um teatro, e esse mês reapresentarei a peça que me levou à estréia no teatro: "Villa de Lobos".
Além do sonho de ser psicólogo, tenho dois outros sonhos. O primeiro é morar na Europa, em Paris, Viena ou Salzburg (Áustria); o segundo é construir minha família com alguém que realmente me ame.
Minha grande companhia diária é a música. Não sei o que seria de mim sem ela! De 2004 até hoje, ela é a única que sabe exatamente o que eu quero/sinto/penso.
Não sei o que seria de mim sem música. Não suporto ficar um minuto em silêncio! Desaprendi a gostar do silêncio! Ficar num lugar silencioso demais me incomoda e eu logo busco um ambiente musical.
Meu tipo preferido de música é a clássica, ou erudita. Desde o ano passado é que tenho me aberto a novos estilos. Meu compositor favorito é Johann Crysostomus Wolfgang Amadeus Mozart.
Entre os 11 e 12 anos me descobri gay e guardei esse segredo por 10 anos, até que no dia 1º de maio de 2010, não aguentei mais guardar apenas para mim e revelei para minha mãe. Detalhe: ela é evangélica assembleiana e extremamente contra a união e relação homossexual. Ao contar, tive uma grande surpresa, pois ela disse que não aceitava, mas respeitava minha escolha e começou a dizer tudo o que a Igreja dela ensina. Eu sou espírita há quase quatro anos.
Para me confundir sentimentalmente, uma amiga dos tempos de colégio reaparece se dizendo completamente apaixonada por mim, só que eu não me lembro de forma alguma dessa amiga. O nome? Se prepara, porque tem o mesmo nome de uma BBB, só que é anônima: Fanny Pacheco.
Minha vida se tornou um inferno depois que conheci a Fanny daqui! Como se não bastasse, a prima dela também se disse apaixonada por mim. Aí foi um brigueiro das duas por minha causa, e eu na "linha de tiro". E tem muito mais coisa, mas o essencial está escrito aqui. |
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Sexta-feira, 29 de abril de 2011.
Meu nome é Ana Carolina, tenho 20 anos e quero contar um pouco da minha história de amor. Sempre tive interesse por mulheres, mas algo me travava a me relacionar até que aos 19 anos, conheci uma menina que me encantou de um jeito, que até hoje eu não consigo explicar!
Ela era diferente de tudo e de todos. Eu morava no Rio de Janeiro com a minha avó; minha mãe e meus irmãos moravam em Valença-RJ, e minha mãe estava com uma cirurgia marcada, eu então decidi ficar perto dela nesse momento. Eu estava conversando sobre o meu interesse por mulheres com a sobrinha de uma amiga da minha mãe, e ela me disse que logo na casa de frente pra dela, morava uma menina que tinha a ponta dos cabelos pintada de rosa e que ela era lésbica. Eu me interessei, mas nunca passou pela minha cabeça que ela seria a mulher da minha vida!
Naquele mesmo dia, eu estava subindo a rua da minha casa e passei por três adolescentes: dois meninos sentados em um banco de praça e a menina de cabelo rosa. Olhei pra ela meio tímida, pois nós não nos conhecíamos e ela do nada me disse “oi”. Eu fiquei sem ação, não disse nada e continuei andando.
Eu falei com a sobrinha da amiga da minha mãe que eu queria ficar com aquela menina e na mesma hora ela atravessou a rua, foi atrás dela e disse que eu queria ficar com ela, e ela mandou recado pra mim que era só eu marcar! Eu fiquei muito tímida e nunca marcava, mas não saía da praça que tinha na frente da casa dela; eu nem almoçava, acordava e ia direto pra lá.
No dia 23 de março de 2010, eu estava na praça com a minha amiga Larissa, e a Carol chegou, linda como sempre, sentou perto da gente e começamos a conversar. A avó da Larissa pediu pra ela comprar pão, e nós fomos junto. Compramos o pão e a Carol disse pra darmos a volta ao quarteirão e descer pelo escadão,
que é um lugar mais deserto. Quando chegamos ao escadão, ela parou do meu lado, nós nos olhamos
e ela me beijou! Foi exatamente às 18:00 horas, e o beijo não durou nem 2 minutos, porque ela tinha que ir embora. Eu estava sem ação, porém mais apaixonada ainda.
Um dia fomos a uma festa de rua, subimos num lugar super alto e nos beijamos. Dias depois ela estava em casa dormindo e a mãe dela chegou bem nervosa e disse que viram nós duas juntas e que ela não queria saber se era mentira ou verdade, ela queria que acabasse por que se não, ia contar pro pai dela. (O pai da minha namorada está sendo processado por ameaçar uma ex-namorada dela, menor de idade.) Ela me ligou desesperada, disse que estava com medo de me perder por causa disso, eu disse que eu não ia desistir dela, e que eu a amava. Nós estávamos proibidas de chegar perto uma da outra!
Ela recentemente se mudou para Duque de Caxias e nós estamos namorando a 1 ano e 1 mês e temos planos para o futuro; eu quero ser decoradora, ela quer ser comissária de bordo. Queremos ter um filho que vai se chamar Bernardo e vamos nos casar o mais rápido possível, para que nada atrapalhe a nossa felicidade e o nosso amor, que já passou por tanta coisa e continua forte!
Anna Carolina Goulart, minha linda, meu amor, meu tudo, eu te amo ♥ |
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Quarta-feira, 13 de abril de 2011.
Oi gente, a minha história é a seguinte...
Me apaixonei à primeira vista pela Dávi quando fui ser estagiária no setor em que ela trabalhava. No início era uma admiração incomum, uma vontade de estar perto, de conversar.Eu estava num relacionamento hetero há mais de quatro anos e nunca havia ficado com uma menina.
Num final de semana, tive um sonho em que beijava e abraçava uma mulher cujo rosto não aparecia. No dia seguinte, quando me deparei com a Dávi, o sonho voltou à minha cabeça, só que com o rosto dela. Foi aí que comecei a entender que estava apaixonada.
Depois de mais ou menos três meses, após conversas no MSN, troca de mensagenssempre confusas em relação ao real sentimento, me declarei através de uma mensagem por celular e percebi que era recíproco. Terminei meu relacionamento e ficamos juntas. Logo em seguida, minha família descobriu, foi horrível e então fui morar com ela.
Pouquíssimo tempo depois, descobri que ela é dependente química,viciada em crack e desde então nosso relacionamento sempre foi abalado por isso. Entre internações, recaídas, mentiras, manipulações, traição - ela ficou com outra menina dentro da comunidade terapêutica, resolvi terminar nosso relacionamento definitivamente no dia 1° de abril, quando descobri uma nova recaída dela.
Tive que abrir mão desse relacionamento porque estava me fazendo mais mal do que bem... Sinto que não tenho mais forças pra lutar contra essa doença que destroi famílias inteiras, mas está doendo muito, muito mesmo, pois os momentos que tivemos juntas enquanto ela esteve limpa, apesar de poucos, sempre foram maravilhosos e inesquecíveis.
Ela não acredita que eu esteja sofrendo ou que eu a ame... Não entende que meu amor está sufocado por tantas mágoas e frustração.
Eu sempre achei que nunca conseguiríamos viver tudo o que tínhamos pra viver enquanto ela não se recuperasse e foi exatamente o que aconteceu... Essa doença é maldita, é complexa e eu não posso mais competir com um vício, não tenho mais forças...
Só não consigo pensar que um dia vou amar tanto uma pessoa como amei essa mulher e se farei ao menos a metade das coisas que fiz por ela e pelo nosso relacionamento.
Um beijo a todos! Fiquem com Deus!
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Terça-feira, 5 de abril de 2011.
Oi, meu nome é Fernanda Borges e quero dividir um pouco a barra que estou passando.
Filha única e neta caçula, fui mimada por todos. Fazia tudo o que não queria e não se enquadrava naquilo que eu sentia, apenas para agradar meus pais. Cresci ouvindo meu pai dizer sobre um filho gay de um amigo: "Ainda bem que eu não corro esse risco. Só tenho uma filha e mulher, e se tivesse, matava!".
Toda essa realidade de mimos acabou quando, por um vacilo meu ao deixar o notebook ligado, meu pai achou fotos e conversas com a minha atual namorada "M". Ele virou um animal comigo; me bateu e disse que eu só ficaria em casa se arranjasse um namorado. Opus-me, bati o pé e disse que não aceitaria aquele absurdo. Saí apenas com uma mochila de roupa, meu notebook e um celular. Fui pra casa da minha amiga Amanda; mesmo sabendo de tudo, seus pais me receberam super bem. Na mesma semana, no colégio, recebi da secretária um envelope dos meus pais contendo dinheiro e uma carta pedindo que eu sumisse de suas vidas e dizendo que não tinham mais filha, por isso não tinham obrigação de manter as minhas despesas.
Como a "M" morava em Uberaba, fui para lá, mas essas viagens Uberlândia/Uberaba duraram até o fim da grana. Foi aí que comecei a cair na realidade. Como diminuiu a frequência em que nos víamos, me senti no direito de cobrar que a "M" assumisse tudo para a família dela. Aí começaram as primeiras brigas. Estava tudo marcado para eu ir passar o carnaval em Uberaba com ela, só que um dia antes fiz a burrada de mais uma vez tocar no assunto e a briga foi feia.
No dia seguinte, vendi meu notebook e entrei no carro de amigos e fui passar o carnaval em Ouro Preto-MG. Bebi, aprontei e não queria lembrar de muitas coisas que fiz. Logo em seguida a "M" ficou sabendo de tudo, pois tinha um amigo em comum que contou tudo para ela. O carnaval acabou e voltamos para Uberlândia. Só consegui falar com ela depois de duas semanas, por insistência de um amigo nosso, mas no fim brigamos novamente.
Não sei o que vai ser do meu amanhã, só sei que hoje faço dezessete anos e posso dizer que está sendo o pior aniversário da minha vida.O que eu queria de presente? Acordar com meus pais à beira da minha cama me desejando feliz aniversário; ir pro colégioe levar uma chuva de ovada; voltar pra casa e brigar com o meu velho por que com certeza ele iria querer fazer uma reuniãozinha e eu insistir pra ele me deixar ir pra festinha com a turma, e no fim, depois de tanta insistência, estaria comemorando com meus amigos e principalmente ao "dela" para estar perfeito.
Presente simples para alguns, mas muito importante para quem perdeu boa parte disso.Como me sinto? Apesar de ter o apoio dos meus amigos, me sinto sozinha. Fico lembrando das coisas e bate uma saudade da minha vida, da minha mãe que não vejo tem dois meses; e por incrível que pareça sinto até do colégio. Mas a que me dói é a saudade "dela".
Da surra que meu pai me deu, os hematomas já se foram, porém ficaram marcas piores e difíceis de apagar.
Nos últimos dias chorei e pensei muito. Sei lá... Tenho medo de encarar sozinha o mundo.
@NaNdAbOrGeSsss
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Sexta-feira, 1° de abril de 2011.
Oi! Meu nome é Mary, tenho 22 anos e vou compartilhar com vocês um pouco da minha história. Lá vai! ^^
Tudo começou dia 31 de dezembro de 2010, dia em que conheci a minha pequena, graças ao Orkut (quem lê pensa que sou viciada)! Ênfase que não! Gosto de assistir a alguns seriados e animê, e naquele dia deixei o Orkut aberto de bobeira. Sinceramente, foi um milagre conhecê-la; já eram altas horas da madrugada, enfim, dificilmente nessas horas se encontra alguém legal(não digo todos), mas é raro.
Bom, nos conhecemos, conversamos e nos demos bem. Engraçado que foi tudo muito rápido! De repente nós já estávamos falando no celular e tal... Depois de um tempo conhecendo-a melhor, vi que algo mudou dentro de mim; ficou constante pensar nela. Imediatamente percebi que não era comum sentir isso por outra garota, aí resolvi abrir o jogo e contei sobre as coisas que estavam acontecendo e que eu queria um tempo sem falar com ela, precisava refletir.
Ela me questionou, meio que aceitou, e do nada eu perguntei: E se EU me apaixonar por você? (SILÊNCIO) :S Ela ficou surpresa! Quando vi já tinha dito.Depois só foi crescendo... Ah! Que esquecida sou! Minha pequena se chama Carol e mora longe de mim. :( Só sei que essa girl me encantou! :D Eu estava de férias e não quis saber de mais ninguém, realmente estava apaixonada. Na volta para a minha cidade, a pedi em namoro. Tive receio, mas a resposta valeu por tudo.
Enfim, estamos namorando e não me arrependo de nada! Pensamos que na volta às aulas iríamos nos afastar, mas pelo contrário, só aumentou o nosso amor.Carol é minha alegria! Estando com ela sempre haverá um sorriso em meu rosto. Depois de tê-la conhecido, eu acredito até em contos de fadas! Tá certo que não é possível eu ser o príncipe encantado dela, mas eu faço de tudo pra ser melhor! Toda vez que ela diz que me ama, as estrelas do meu céu começam a brilhar.
EU TE AMO MORR!!!<3
Bom, é isso. Vou conhecê-la e só sei de uma coisa, que somente de ir lá e encontrá-la, vai valer muito a pena a viagem.
Pessoal, obrigada por tudo! Torçam por mim! Esse é o começo da minha história. Espero voltar para contar mais...
Beijos a todos e Morango obrigado pela oportunidade!
Mary.
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Quinta-feira, 17 de março de 2011.
Oi! Me chamo Izabel Sugitani, sou londrinense, nissei, tenho 46 anos e moro há 20 no Japão. Vivo no estado de Mie-ken, divisa com Aichi-ken e quero dividir com vocês a atual situação do país.
Nesses 20 anos aqui, nunca senti tanto medo em toda a minha vida. Aqui no país é comum sentirmos pequenos abalos, mas desta vez o tremor foi muito intenso, tremeu tudo aqui. A sensação durante o tremor é de tontura e enjoo, a gente passa mal. A todo instante a tevê nos informa sobre o vazamento da radiação das usinas, dos terremotos, enfim... Só se vê tragédia. É triste, mas infelizmente essa é a realidade em que vivemos no momento.
Há pessoas à procura de seus familiares, pessoas que passam fome e procuram nos escombros restos de comida para matar a fome... Cenas que parecem de filme de guerra. Apesar de toda essa situação trágica, fico pasma de ver os japoneses tranquilos; eles lidam com essa situação com serenidade, enquanto nós, estrangeiros, estamos em pânico.
Gente, vivam cada dia intensamente, aproveitem cada minuto de suas vidas, pois hoje estamos vivos, e o amanhã só a Deus pertence.
Um beijo carinhoso!
@thepandinha09
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Quarta-feira, 16 de março de 2011.
Olá, sou o Arthur Skiirsch e vim contar o que aconteceu comigo depois que mandei minha história pro site da Morango...
Quando eu mandei minha história, eu estava bem confuso sobre contar pros meus pais sobre a minha sexualidade, nós tínhamos tido umas brigas sobre o assunto e tal...aí a Morango me ajudou muito dizendo que era pra eu ter paciência,que a hora certa iria chegar e que eu ainda sou muito novo... Através do site eu conheci muitas pessoas que também me ajudaram bastante.
Minha mãe começou a demonstrar não só que sabia, masque aceitava a minha sexualidade , e o que nos faltava era apenas uma oportunidade para falarmos. Até que na sexta de carnaval ela saiu no bloco do nosso primo e tomou um porre. Foi o suficiente para ela falar tudo o que queria, mas não tinha vontade. Ela disse que me ama e que me aceita como sou, e que não é por eu ser gay que ela vai me amar menos; e que ela vai estar no meu lado sempre e que será minha melhor amiga. Muito fofa, né? *-*
Agora estamos assim, sem tocar no assunto, mas com aquele olharzinho de confiança. Me sinto muito mais à vontade para falar com ela sobre tudo, me sinto a pessoa mais feliz do mundo tendo minha mãe do meu lado pro que for. Super agradeço a Morango por ter me ajudado em um dos momentos mais confusos da minha vida e ter publicado a minha história que abriu portas para várias novas amizades que me fizeram muito bem.
Agradeço a todos que me apoiaram!
Beijão!:*
(Relembre a história que o Arthur contou pela primeira vez aqui no site.)

Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011.
Meu nome é Arthur e eu vim contar minha história pra talvez conseguir um pouco de ajuda...
Eu sou um garoto de 14 anos, bissexual. Meus pais são do tipo que separam e voltam de uma a duas vezes por ano desde que eu me entendo por gente. Quando eles brigavam, minha mãe ia pro Rio de Janeiro, pra casa da minha avó. Em uma dessas separações, minha mãe foi pro Rio e nos deixou, eu e meu irmão, aqui no interior, com minha avó paterna. Creio que eu tinha uns 5 anos na época; foi quando um primo começou a abusar de mim.
Ele tinha 15 anos, e durante anos da minha infância fui obrigado a manter relações sexuais com ele, até que um dia que minha mãe voltou para nos levar para morar com ela no Rio; eu tinha 9 anos. Desde então, sempre tive atração por homens. Eu gostava de amigos do meu pai ou de garotos da rua, do tipo aquelas paixonites de criança, sabe?
Eu nunca fui uma criança normal, sempre fui a psicólogas, mas nunca me senti totalmente à vontade para falar nada. Há pouco tempo eu contei pra uma prima, que me apoia em tudo.
Umas semanas atrás, briguei com meu pai sobre homossexualidade; disse que ele era machista e brigamos feio. Ele deixou claro que sabia da minha opção sexual, disse que eu sou um desgosto, enfim, palavras que não valem a pena ser lembradas, mas que me machucaram muito.
Sábado passado eu briguei com minha mãe também. Ela me xingou de veado e disse que já leu meus registros de conversa do msn com um ex-namorado. Meus pais estão agindo como se nada tivesse acontecido, mas eu não me sinto nem um pouco bem com toda essa situação.
Não tenho o apoio de ninguém dentro de casa, vira-e-mexe eles jogam na minha cara que eu tenho que arrumar uma namorada pra apresentar pra eles. Preciso muito de alguém pra me confortar, preciso de conselhos de como agir com toda a situação. Eu queria muito conversar mais abertamente com minha mãe, contar tudo a ela, mas não sei se é o melhor a fazer.
Hoje eu realmente não tenho ninguém com quem contar.
Beijão:*
Arthur Skiirsch @Skiirsch
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Quarta-feira,
9 de março de 2011.
Olá! Meu nome é Kelly, tenho 20 anos
e moro em São Paulo, capital.
Aos 15 anos comecei a ver minhas
amigas ficando com outras meninas. Na época eu era muito
tímida e quando via, ficava com vergonha.
Com o passar do tempo, comecei a sentir uma coisa
que nunca havia sentido: vontade de beijar meninas
também, mas por ser tímida nunca
contei para ninguém.
Quando fiz 17, uma amiga me convidou
para uma festa na casa dela. Na época, ela era a única
que sabia sobre mim; ela é minha melhor
amiga até hoje. Foi nessa festa que ela
me apresentou uma amiga, começamos a conversar
e combinamos de sair. Aí ficamos. Foi lindo,
parecia que estava beijando uma flor e foi aí que
descobri que gostava de meninas. Namoramos durante
2 anos, hoje em dia somos amigas.
Hoje falo do assunto com a maior
naturalidade, como deve ser. Estou solteira -
espero que não
por muito tempo – (risos), saio bastante
para baladas e curto muito.
Bom, aí está um pouquinho da minha
história.
Beijos!!!
Obrigada, Morango, pela oportunidade
de contar um pouco de minha história e outras pessoas
também.
Um beijo, te adoro!!!
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Quinta-feira,
24 de fevereiro de 2011.
Bom, meu nome é Stephanie, tenho 17 anos
e vou compartilhar um pedaço da minha vida...
Em 2008, senti curiosidade
de saber como era beijar mulheres, então uma amiga me apresentou
para uma amiga dela. Nos conhecemos, começamos
a nos falar, até que ficamos. Depois disso,
descobri que gostava de mulheres. E que essa guria
ia ser o amor da minha vida.
Conheci outras meninas,
fiquei com outras meninas, mas sempre conversando
com
ela; até que
a gente começou a namorar. Estava tudo indo
bem, até que a minha mãe descobriu,
os pais dela também, e foi um baque, uma
confusão. Mandaram ela pra outra cidade,
mas nada disso acabou com o que sentíamos,
muito pelo contrário. Mas eu acabei fazendo
besteira (traindo). Ela ficou sabendo, e a gente
acabou se afastando.
No começo de 2010 eu conheci uma garota,
a gente ficou, mas mesmo depois de tanto tempo,
eu sentia que não estava preparada... Por
medo, dúvida, e uma porção
de outras coisas... mas a principal era saber que
eu ainda gostava da outra. Mas a gente começou
a namorar, minha mãe ficou sabendo e acabou
aceitando! No começo estava ótimo,
mas sempre me batia uma certa saudade dessa outra
garota, a do passado, e eu acabava voltando a falar
com ela e tudo mais...
Fiquei nove meses
namorando com a guria de 2010. Agora, em 2011,
a gente terminou
e eu voltei a
falar com a outra menina. Ficamos, conversamos,
saímos e estamos juntas.
Antes, quando me
falavam sobre amor, eu não
acreditava muito; mas hoje eu acredito, e mais
que isso, eu sinto. E se for pra ser uma pessoa,
vai ser. Não importa o quanto você tente
fugir, quanto tempo passar ou quantas pessoas você conhecer.
Se for mesmo amor, você não esquece.
Nunca!
Ju, minha vida é você.
Te amo!
@sttephanief
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Segunda-feira, 14 de janeiro de 2011.
Me chamo Stela, tenho 25 anos e escrevo para contar
a minha história.
Conheci o Jonathas, meu atual namorado, um carioca
de 20 anos, por um tópico de uma comunidade no Orkut.
Começamos a conversar e ele resolveu me adicionar no
Orkut. Não o aceitava, sempre o excluía, até que
começamos a trocar scraps por meses. Ele dizia que
queria me conhecer pessoalmente; achei que seria
loucura, mas topei.
Resolvemos nos conhecer pessoalmente: fomos para um
shopping em Campinas, almoçamos juntos, demos
risadas, assistimos filme e nos divertimos pra
caramba. Na segunda vez em que ele veio, ficamos.
Depois de um tempo, percebemos que começou a nascer
algo entre nós. Ele sempre vinha pra Valinhos, até
que um dia ele apareceu com uma aliança de
compromisso. Ownt! Que fofo!! E me pediu em
namoro...
Aceitei namorá-lo. Ele mora no Rio de Janeiro, e eu
em Valinhos, a 650 km de distância. Sempre nos
falamos por Orkut, Facebook, MSN, Twitter, SMS... A
gente morre de saudades um do outro, mas o amor
entre nós é maior. Dia 21/11/10 completamos 1 ano
juntos.
Sempre digo: "Nada é por acaso, gente!" E é possível
encontrar o homem da nossa vida pela internet sim,
basta que haja confiança, fidelidade, lealdade,
amor, amizade e sinceridade.
Jonathas,
Meu Perfeitudo,
Teamomuitão*
Beijinho!
Stela Caroline de Carvalhol.
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Quinta-feira, 10 de
fevereiro de 2011.
Olá, pessoal! Meu nome é Camila, tenho 21 anos
(quase 22) e vou contar a minha história...
Bom, na verdade desde pequena eu já sabia que era
diferente. Minhas amigas sempre se apaixonavam pelo
coleguinha e eu pelas professoras.
Aos 13 anos acabei me batizando numa igreja
evangélica (beeem rígida), por influência de meus
familiares. Depois de ter “virado crente”, os
rapazes da igreja
começaram a me rodear. De tanto insistirem, com 15
anos comecei a namorar um rapaz. O namoro durou 20
dias. Os namoros seguintes duraram basicamente o
mesmo período.
Aos 18 anos caí em depressão, pressionada a casar.
Com 19, comecei a trabalhar numa loja e conheci a
Simone; nessa época meus cabelos eram super
compridos, encostavam nos joelhos, 3 meses mais
tarde, cortei.
Acabei sendo transferida para uma segunda loja
pertencente ao mesmo proprietário.Os funcionários
dessa loja incomodavam-se com o fato de eu não ter
namorado, ficavam me empurrando todos os homens (rsrsrs).
Alguns meses depois, acabei descobrindo que a Simone
gostava de meninas, assim como eu, e ficava pensando
em como me aproximar dela. Nem conversávamos
direito.
Daí pra frente eu só tive ideias ridículas (e
executava estas idéias ridículas), pra chamar a
atenção dela. Até o dia em que tomei coragem e fui
até ela (dia 03/07/2008).
Quando fui “me declarar”... uma cliente a chamou, aí
eu perdi a coragem. Quando eu estava saindo da loja,
dei de frente com uma menina que estava sempre com
ela e perguntei se a Si tinha namorada. E ela tinha.
Fui trabalhar chorando; à tarde recebi uma ligação
na loja: era a Simone.
Resumindo, nós ficamos no dia 04/07/2008 (ela já não
estava mais namorando). No dia seguinte mandei uma
cesta de café da manhã com um cartão que dizia:
”Obrigada pela noite maravilhosa”. E assim eu a
conquistei. Faz dois anos e meio que estamos jutas,
moramos juntas e nos amamos.
Hoje em dia minha família aceita numa boa. Minha mãe
adora a Simone, trata como se fosse sua própria
filha. Só pra minha avó que foi um pouco mais
difícil.
No começo sempre é difícil, mas com o tempo as
pessoas percebem que o que realmente importa e faz a
diferença é o seu caráter e o seu bom senso, e não a
sua
orientação sexual.
@CamilaNaxara

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Quarta-feira,
2 de fevereiro de 2011.
Bom, meu nome é
Jéssye, tenho 18 anos e gostaria de compartilhar
algo que está me perturbando...
Há mais ou
menos um ano, uma prima chegou na casa da minha
avó dizendo que era gay, que não gostava
de homens. Nossa! Isso rendeu assunto pra mais de
meses. Imaginem uma família inteira criticando
e uma única pessoa defendendo... Todo mundo
começou a desconfiar de mim. Minha irmã
disse que a minha mãe não tem certeza
se sou ou não gay, e que se eu for, ela não
sabe como ajudar. Não sei como pensar, como
agir, está tudo saindo do controle.
Tive que sair de Santos
Dumont, Minas Gerais, e estou morando em Rio das
Ostras, longe de tudo e de todos os meus amigos.
Meus pais ficaram lá e estou morando com
meus tios. Acho que meus tios não sabem de
nada, o que me deixa com a sensação
de alívio, já que em minha casa todos
sabem e fingem que não. Não sei se
isso é bom ou ruim, mas às vezes quando
alguma amiga vai me visitar eles me olham diferente,
como se a visita fosse minha namorada ou coisa assim.
Namorei uma garota
por três meses, e ela foi bem compreensiva.
Uma vez ela estava na minha casa e quando foi embora,
meu pai me mandou sentar no sofá e disse
que era pra eu sair do armário ou entrar
nele e ficar de vez. Minha mãe ficou me olhando
com cara de decepção. Eu neguei e
terminei o namoro.
Só queria que
todos entendessem que eu nunca quis ser assim, isso
não é opção, é
condição. Nasci assim e acho que tenho
direito de ser feliz, seja com homem ou com mulher.O
complicado é que sou neta e irmã de
evangélicos, todos falam: VOCÊ SABE
DA PALAVRA... VAI QUERER IR PARA O INFERNO?
Minha cabeça
está dando nó, não vejo graça
em homens, saí da fase “bi-curiosa”
e não sei como agir sendo lésbica...
Espero que essa fase de conflito passe logo, não
aguento mais.
Obrigada Morango pelo
espaço, e a todos que leram um pedaço
da minha história complicada. Beijão!
@jessynhamoreira
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